Afinando o grupo… 12/05

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Frankfurt – Koblenz – Terceiro dia

Viajar é sempre uma surpresa! Domingo, dia das mães, a lembrança do almoço em família, da comida, dos amigos e familiares apertou o coração quando se somou com a aflição pelo desconhecido. Não sabíamos  o que viria pela frente. Afinal, estávamos indo para koblenz, para o check in no festival. O trem pontualmente deixou a estação em Frankfurt as 13:53. Lá ficaram a segurança de reservas de hotel, e a descontração do que a beleza do lugar excitava em nós. Estávamos agora à trabalho, a estudo, com o compromisso sério. A pontualidade com que chegamos a Koblenz contrastou cinematograficamente com a defasagem de comunicação do festival. O solDSCF6365 que banhou as melhores fotos que tivemos até agora, escondeu-se numa nuvem cinza de imprevistos.  Gastos, conversas complicadas em inglês, tensão, um caldeirão de emoções tentando amargar os doces frutos de um longo trabalho que tivemos desde o começo deste grupo. Por momentos pensei, “onde fui me meter?”… o sentido deste intercambio começou a obscurecer numa névoa de preocupações. Quando estava sentado na cama, filosofando o momento com um silencio dramático e angustiante, o grupo repentinamente tira os violões dos cases e começam a afinar. Até aí, nada de anormal… chegou a incomodar aquele som de cordas moles… Aí que Rafael Brides em meio a uma passagem ou outra na afinação toca alguma coisa… Então Elissom Barbosa, pra conferir a afinação, faz seu violão cantar… e Matheus

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Pezzotta compõe um motivo melódico marcante… Tudo isto aconteceu como uma fuga onde as vozes se cruzam sem rítmica certa. Um andamento crescente e independente entre si marcou um ambiente em que cada integrante do grupo ViolaoBrasil dialogava com seu violão de maneira íntima e natural. Ai que pensei, é por isso que este grupo está aqui. A vivacidade da música, a naturalidade, e a beleza com que fizeram seus violões cantarem com tanta destreza filosofou o momento com muito mais ousadia e perfeição. Então levantaram-se os ânimos e os problemas ficaram ajoelhados no chão esperando pelas migalhas de atenção. De pé, o grupo ainda conheceu a cidade pacata, resolveu o que o afligia e terminou a noite comendo um belo rodízio de pizza acompanhado da autêntica cerveja alemã. E o dia se desenrolou como se afina as cordas de um violão. Ela começa mole, sem graça, sem brilho e toda perigosa. E a força da tarracha, que une as cordas, transformaram isso num som afinado, entrosado, conciso e pronto pra seguir o concerto!

capa

Amanhã, se Deus quiser, começa o Festival Internacional de Violão de Koblenz!

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6 thoughts on “Afinando o grupo… 12/05

  1. É meus caros, temos que confiar na arte, ela sempre nos da respostas quando nos dedicamos. Esse medo e insegurança vão sempre existir e é bom, isso que faz a gente se sentir vivo! Ótimo Festival pra vocês!

  2. Como diz nosso amigo, João Bid, os Deuses da arte sempre estão presentes para que as vibrações positivas cheguem e nos dominem. As aflições fazem parte da adrenalina desta viagem tão desejada por todos. Afinal sem emoções fortes não tem graça.
    Belo texto, os violões afinados falaram mais que mil palavras.

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