Nos becos de Koblenz… 19/05

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Koblenz – Nono dia

Hoje o dia começou tranquilo, tínhamos apenas um compromisso com o festival: assistir o concerto à noite. Andamos bastante para chegar ao topo da montanha, onde ficava o castelo. Desculpe, caros leitores, mas hoje gastarei minhas palavras com a aventura do dia.

Na saída do concerto a escuridão ofuscou a nossa lembrança do caminho de volta. Haviam várias saídas e não sabíamos por ondeDSCF6726 seguir. Confiamos nossa sorte a um alemão manco com toda a sua família. Só lembro-me de ele nos dizer: Follow me! Após alguns minutos de caminhada, nos demos conta de que não era o caminho por onde viemos. Restava-nos agora uma esperança de carona, mas ganhamos apenas um good luck! O desejo de boa sorte foi irônico. Caminhamos pela noite fria e chuvosa. Descer era única certeza, afinal, quem sobe um dia desce. Pela primeira vez em nossas vidas, subir foi mais fácil que descer. O caminho começou em uma alta estrada e aos poucos foi se transformando em becos cada vez mais frios e inóspitos. Nas ruas de Koblenz só havia quatro brasileiros e diante deles, um cemitério. O estilo gótico nos chamou a atenção pela sua grande beleza, mas o cagaço medo era maior.

A chuva era intensa, mas mesmo assim havia velas espalhadas por todo o cemitério… Acesas. Isso nos ajudou na descida. Quanto mais andávamos, menos tínhamos certeza do caminho. Até chegou a passar pelas nossas cabeças voltarmos para o castelo e encontrar o caminho correto. Mergulhar o pé em uma poça d’água despertou para a realidade. Estávamos descendo há 40 minutos.

Voltar não seria uma boa ideia. Enquanto dois integrantes tentavam decifrar o mapa rasgado, em alemão e no escuro, outros dois, riam muito da situação. Dado momento, a cidade ressurgiu, junto com a fome, o que nos motivou a apressar o passo pois Koblenz dorme às 23:00 h. De fato, a lanchonete que encontramos fechara há um minuto, agora escutávamos os sapatos e o ronco dos estômagos famintos. Ao menos o lugar que estávamos já era conhecido e sabíamos que restavam apenas cinco quilômetros até o hotel.

O último desafio era atravessar a ponte do rio Reno com uma ventania tremenda. Balanço final: entre os quatro guarda-chuvas, três baixas. Mais vinte minutos de caminhada e chegamos à frente do hotel, molhados dos pés ao pescoço. Só então percebemos uma placa na parede ao lado do hotel, avisando que para ir e voltar do concerto haveria um ônibus. Ainda bem que só vimos este cartaz no final da aventura. Do contrário, não teríamos história e nem piada pra contar.

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Pegarei uma carona neste relato para informar que o último capítulo desta viagem será escrito no avião, portanto só irá ao ar na quarta feira dia 22 de maio!

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5 thoughts on “Nos becos de Koblenz… 19/05

  1. Tudo isso é a ansiedade de ir ao concerto? Distração ou falta de experiencia. Não interessa o importante é a aventura e haja aventura. A próxima espero que seja bem pertinho de nós.

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